Ritual da Lunação em Touro (11/5): Tempo de Revisão

Neste novo ciclo, a Lua no céu, os eclipses e mercúrio e saturno retrógrado potencializam nossa capacidade de rever os relacionamentos e a forma como nos colocamos no mundo
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10.05.2021

A segunda lunação do ano será intensa e com muitas oportunidades e convites para revermos várias coisas em nossas vidas. Além do próprio movimento que a Lua traz, a lunação de Touro terá 2 eclipses (um solar e outro lunar), além da entrada de Saturno e Mercúrio em retrogradação. 

Vale mencionar que o que chamamos de movimento retrógrado é uma percepção do ponto de vista da Terra de que um planeta está andando para trás – o que, na prática, significa que temos o convite dos céus para rever os aspectos que aquele planeta rege. 

Com Mercúrio, temos as famosas questões de comunicação. Em Saturno, nossas questões com  limites, regras, responsabilidades  e carreira. Ou seja, de forma geral,  podemos esperar por uma lunação de muito movimento e intensidade neste signo tão estável e fixo como é Touro. Já deu para imaginar, né? Vamos ter que soltar. 

Essa lunação regida por Touro nos convoca a perceber nossa terra, nossas nutrições, nosso prazer e, consequentemente, nossos vícios! Começamos este ciclo novo com um convite muito grande a observar nossa relação com o se relacionar. Touro, regido por Vênus, chama a perceber nossa terra, o que nos nutre, o que é belo e o que nos dá prazer. É uma oportunidade para perceber a forma como nos relacionamos com cada coisa.

Lunação em Touro: um olhar sobre relacionamentos

A pergunta que essa lunação em Touro nos traz é: quando me deparo com o meu relacionamento com o outro, eu posso julgá-lo ou posso me aproximar dele e ouvir amorosamente aquilo que, para ele também, é belo? Que caminho eu escolho nesta dança do me relacionar? Como a beleza do outro chega até mim? A chave aqui é lembrar que nada que o outro faça tem a ver com você, mas com ele mesmo. Eu consigo lidar com isso? 

Nessa dança do se relacionar, a lua cresce numa transição exata entre Leão e Virgem. Aí, o chamado é equilibrar entre o magnetismo e o brilho que transborda de Leão para o aperfeiçoar e ponderar o que eu mostro para o mundo. Inclusive, revendo, com esmero, como levo o meu brilho pessoal para a esfera social. Ou seja, para o mundo. 

Esse aspecto da ponderação vem com uma pitada celestial de ainda mais intensidade, porque junto com a lua crescente entramos em  Saturno Retrógrado (23/05). Saturno é quem rege nossas regras, limites, responsabilidades, carreiras. Com ele retrógrado, precisaremos rever como nos colocamos no mundo a partir do nosso propósito, do nosso trabalho, do nosso servir.
É hora de revisão!

A pergunta toda é: o que você vai colocar no mundo? Como você vai se expandir? O que precisa ser revisto para ir ainda mais longe?

Lua cheia em Sagitário: revendo o passado

Com a Lua Cheia em Sagitário, é hora de ter profundidade e assertividade e se lançar para fora, bem como é a energia sagitariana. Essa potência toda recebe mais pitadas de intensidade do céu graças ao eclipse lunar que acontece na lua cheia. 

E eclipse lunar é convite para rever o que? O passado… E lá vamos nós revistar nosso inconsciente pessoal e coletivo! A boa notícia, aqui, é que há uma bela possibilidade de vermos com profundidade o que está projetado (e escondido) no mundo interno. A não tão boa notícia é que, se não prestarmos atenção, podemos projetar para fora essa energia interna do passado e recriar, com muita assertividade, o que estava ali. 

Uma lua cheia com potência e energia de transformação e liberdade: uma clareza de “seu sei para onde eu quero ir e eu vou”. Mas a pergunta que fica é: eu aceito que o outro também tem o seu caminho? Ou, nesse meu “quero ir e vou”, eu deixo de perceber o que está no meu entorno? E, nessa tônica, receberemos Mercúrio retrógrado… Ouch!

Mercúrio retrógrado: Revisão da nossa comunicação

Mercúrio retrógrado chega para apimentar essa reflexão com um belo convite de recapitular nossa comunicação, nosso movimento e nossa fala. E nos convidar a perceber o que estamos levando e trazendo por meio daquilo que mais expressa quem somos: nossos atos! 

O que eu mostro para o outro é o que eu gostaria? Se não é, o que preciso rever? 

Qual é o meu impacto no mundo? O que o mundo recebe desta minha comunicação pessoal que é o meu agir? 

Uau! Que ciclo! E se engana quem pensa que o minguar em Peixes traz alguma estabilidade a tantas transformações… Não, não, não! Peixes é a fluidez da água, a volta para a profundidade do Eu dentro da caverna. Mas é um elemento fluido e instável que sente o todo e se pergunta nesse fechar de ciclo que trouxe o tom do relacionamento em sua abertura: Qual é a minha capacidade de me compreender e  me acolher? E de compreender e acolher o outro? E ainda: de compreender e acolher tudo o que há? 

O céu escurece… é hora de acalmar, observar e honrar tudo o que foi, gostemos ou não. Seguiremos na fluidez das águas, onde as coisas podem seguir mudando… Mas, agora,  com mais profundidade e calma.  Por fim, é hora de acolher o que mudou nesse se relacionar. É hora de descansar para um novo ciclo começar.

Ritual da Lunação em Touro

Nosso ritual desse ciclo é uma referência o vaso alquímico da transformação. O vaso alquímico era, para os alquimistas, o lugar onde a transformação pode acontecer

Você vai precisar de:

  • Um vaso, jarro ou pote que vai acompanhá-lo o ciclo inteiro
  • Uma vela para abrir o ritual na lua nova e uma para fechar o ritual 3 dias depois da minguante (ou até 1 dias antes da próxima lua nova)
  • Folhas de papel e lápis. 
  • Água 

Como fazer o ritual da lunação em Touro

  1. Antes de tudo, separe um tempo só para você. Conecte-se com o que é divino para você e, quando sentir que está pronto, acenda a vela pedindo guiança e clareza para toda a sua lunação. Essa será uma lunação de muitas mudanças e convites para a revisão e queremos aqui abrir um espaço para termos muita clareza do que soltar.
  2. Acenda sua vela com a intenção simbólica de abrir energeticamente a intenção do ciclo novo e coloque seu vaso alquímico do lado dela, com lápis e papel por perto. O ideal é escolher um local onde você possa deixar o seu vaso durante a lunação inteira, para a proteção para o seu ritual.
  3. Ao longo da lunação, a cada revisão que os movimentos do céu pedirem, anote em um pedacinho de papel qual é o aspecto que está sendo revisto dentro de você e coloque dentro do vaso. Você pode anotar quantas coisas quiser, quantas vezes por dia quiser. O importante é que sejam aspectos relevantes e que você escreva de modo a ter clareza do que eles significam.
  4. Faça isso a lunação inteira e confie que algo está acontecendo neste vaso que você batizou como seu vaso da transformação.
  5. Ao final da lunação, depois que a lua passar por peixes,  você vai novamente se conectar com o que é divino e acender a outra vela enquanto abre todos os papéis colocados no vaso alquímico. É hora de rever o que fica e o que de fato se vai…
  6. Retire todos os papéis do vaso e coloque água dentro dele.  A cada papel que você abrir, compreenda o que aquela revisão te trouxe e o que se quer dela: quer soltar este aspecto e deixar ir? Se sim, queime o papel na vela.
  7. Você reviu algo e isso te trouxe uma nova percepção sua que você quer construir? Coloque esse papel na água. Faça isso até ter passado por todos os papéis.
  8. Ao final, você terá sua vela queimando e transformando o que já pode soltar, e o vaso com água dissolvendo e diluindo os aspectos que você quer integrar.
  9. Deixe seu vaso com água agir até um dia antes da lua nova seguinte, em 9/6. Nesta data, jogue sua água do vaso alquímico com os papeizinhos diluídos em um vaso de plantas ou na terra, num ato simbólico de semear o que você construiu de novo dentro de si nessa lunação. 

Celebre o que foi.
Celebre o que mudou e ficou.
E honre a transformação que esse ciclo te possibilitou!

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