Babosa: Rainha das Plantas Medicinais

Também conhecida como aloe vera ela tem ação nutritiva, anti-inflamatória e até regeneradora. E faz parte da nossa sabedoria popular e ancestral
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10.02.2020

O conhecimento em torno das propriedades medicinais da aloe vera, também conhecida como babosa, é milenar e muito popular. É difícil encontrar alguém que não conheça ao menos uma de suas funções, dentre tantas e incontáveis, sobretudo no autocuidado. Seja para o cabelo ou para a pele, ela é mesmo repleta de benefícios. Há até quem a aproveite na rotina alimentar, como em sucos – ação menos popular e que merece mais cuidado e conhecimento.

A babosa tem ações nutritivas, anti-inflamatórias, cicatrizantes, hidratantes e até regeneradoras. A sabedoria popular reúne infinitas possibilidades de usos na pele – da aplicação direta em picadas de mosquito a  máscaras faciais (experimente misturar o gel à argila ou cacau e deixar agir por dez minutos), sem esquecer um uso bem popular: os cabelos. A combinação de gel de aloe com abacate e óleo vegetal (semente de uva ou até azeite) é ultranutritiva para os fios.

São receitas milenares, adaptadas de geração em geração, que, apesar da simplicidade, sempre chamaram a atenção da ciência. Não à toa a aloe vera tem sido um dos ingredientes protagonistas da indústria nacional de cosméticos naturais, como Almanati, Live Aloe, Ahoaloe e Cativa.

A babosa é um convite

Por aqui, a espécie mais comumente usada na cosmética é a Aloe barbadensis, que tem folhas bem recheadas e largas. O poder curativo está dentro dela, em um gel transparente e gelatinoso. Mas entre o gel e a raiz há uma substância tóxica, a aloína, que precisa  ser totalmente removida antes do uso de qualquer tipo.

Nesse gelzinho moram cerca de duzentos compostos ativos, além de dezenas de minerais, aminoácidos e vitaminas como A, C e E, além de antioxidantes e diversos ativos vegetais, que rendem uma multifuncionalidade especial e poderosa à babosa.

Para Zezé Ferri Viesi, co-fundadora da Almanati, a babosa nos convida a observar resistência e força. “É uma planta que traz autonomia para o autocuidado. Suas propriedades respondem às necessidades básicas e primárias da pele. Todos os tipos, da oleosa à seca, precisam de nutrição e regeneração. E aliada à tecnologia, tem muitas possibilidades”, diz.

A babosa na cosmética

“As formulações cosméticas têm, geralmente, uma presença de água mineral. A aloe vera, por ser uma planta com altíssima presença de água vegetal, pode substituir a água, sendo mais rica nutricionalmente do que a outra”, explica a médica ginecologista e obstetra Lívia Martins Carneiro, fundadora da Live aloe, empresa que tem a babosa como base das formulações, de shampoos a cremes faciais.

“Essa multifuncionalidade pode ser potencializada pela associação de óleos vegetais. As possibilidades de formulações seguras e eficazes são muitas”, completa.

O mercado consciente já absorveu o interesse pela planta e, hoje em dia, oferece o gel de aloe industrializado. Praticidade pura para quem não tem acesso à planta in natura ou não tem tanta intimidade em manipular combinações em casa.

 “A versão industrializada não tem a aloína (substância reativa e alergênica), já é estabilizada e conservada, permitindo o uso direto e por longo tempo sem perder as qualidades. Pode ficar em temperatura ambiente, o que facilita na hora de nos acompanhar no dia a dia”, completa a médica.

O uso da babosa em casa

Para o uso no dia a dia, o gel in natura deve ser processado com o máximo de higiene para manter sua pureza e eficácia. Livia indica colher a babosa no início da manhã ou fim da tarde, escolher a folha mais externa e preferencialmente maior, que é a mais antiga e rica em ativos.

“O ideal é que a planta tenha dois anos de cultivo e já tido sua primeira floração para ser considerada madura”, sugere.

Depois, é só lavar bem, se possível com escovinha, e deixar escorrer com a parte mais fina apoiada sobre a pia, por duas horas.  Então, retire os espinhos com uma faca ou cortador de queijo. Retire casca da parte menos côncava da folha e, com uma colher, retire a polpa.  Essa polpa pode ser triturada ou guardada em pedaços, no congelador.

E se desejar, pode usar a babosa em pedaços, observa Livia. “Basta retirar parte por parte da casca. E guardando o que sobrar, ainda com a casca, na geladeira, que ajuda a preservar a planta”. ▲

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