7 Documentários para se Encantar pela Vida

Uma seleção de filmes para você mergulhar na regeneração da Terra e se reconectar consigo mesmo
7 minutos de leitura
04.11.2020


Em meio a tantas notícias ruins e às obrigações do dia a dia, esses filmes são um alento. Um respiro. Documentários que nos oferecem a oportunidade de reconexão interior, com a terra e suas inúmeras formas de vida – e que resgatam um pouco da nossa fé na existência.


Quem somos nós? (2004)

Direção: William Arntz, Betsy Chasse e Mark Vicente

Cartaz do documentário Quem somos nós? (2004)

Mistura de documentário e ficção, este filme acompanha a personagem Amanda (interpretada Marlee Matlin) em uma jornada em que a realidade parece se desmanchar para revelar um mundo oculto. A aventura, ao estilo “Alice no País das Maravilhas”, é entremeada por depoimentos de pensadores de áreas como física quântica, medicina, filosofia e espiritualidade, que refletem sobre o sentido da existência humana.  Uma boa pedida para quem gosta de ver além do que os olhos alcançam.

Samsara (2011) 

Direção: Ron Fricke

Cartaz do documentário Samsara (2011)

Depois de ver esse filme, sua noção de “uma imagem que vale mais de mil palavras” deve ganhar novas matizes. Filmado durante cinco anos em 25 países, Samsara diz muito sem falar uma só palavra. Espiritualidade, cotidiano, consumo e sustentabilidade são alguns dos temas desse documentário experimental, que se autointitula “uma meditação guiada não-verbal”. Ele é o mais recente exemplar de filmes desse gênero, inaugurados por Koyaanisqatsi (1982), de Godfrey Reggio. Baraka (1992) e Chronos (1985), dirigidos anteriormente por Ron Fricke, seguem o mesmo estilo. Todos propõem formas únicas de maravilhamento pela vida e valem muito a pena serem vistos para relembrar alguns dos motivos pelos quais estamos aqui.  

As Canções (2011)

Direção: Eduardo Coutinho

Cartaz do documentário As Canções (2011)

Uma cadeira num palco é visitada por 18 pessoas, entre 22 e 82 anos, que compartilham lembranças relacionadas a clássicos da música brasileira. Esse é o mote da obra dirigida por um dos maiores documentaristas do país. Sua ideia inicial era gravar um filme apenas com pessoas cantando Roberto Carlos, mas, diante do alto custo de direitos autorais, Coutinho se abriu para a música brasileira em geral – o que, por sinal, parece enriquecer ainda mais o filme. Repleto de ritmo, com gostinho de saudade e aquele riso de canto de boca seguido de uma piscadela, a obra nos transporta pelas emoções com simplicidade magistral. Se prepare para chorar, rir, suspirar e, é claro, cantarolar muito!

Mundos Internos, Mundos Externos (2012) 

Direção: Daniel Schmidt

Cartaz do documentário Mundos Internos, Mundos Externos (2012)

O diretor canadense – que também é músico e professor de meditação – constrói uma narrativa com objetivo de explicar o que nos une ao todo. Isso, com o auxílio da filosofia, da espiritualidade e da ciência. Um dos elementos mencionados é o campo vibracional, chamado Akasha, Logos ou OM primordial, que liga todas as coisas. Ele já foi – e é – experimentado por mestres espirituais, por meio da meditação e da oração, e comprovado cientificamente como presente em todo o espaço. Em uma sociedade na qual o pensamento racional é sobrevalorizado, muitas vezes encobre-se o valor das energias sutis que habitam o nosso interior e tudo o que nos circunda. É isto que esse documentário, feito para ser distribuído de forma gratuita e online, vem nos lembrar.

Humano – Uma viagem pela vida (2015)

Direção: Yann Arthus-Bertrand

Cartaz do documentário Humano – Uma viagem pela vida (2015)

O que nos faz entrar em guerra? E amar? E ter a fé de seguir em frente..? O que nos faz ser humanos é a principal investigação desse documentário inspirador. O diretor francês passou três anos ouvindo 2 mil pessoas em 60 países e obteve, com a ajuda de jornalistas e cinegrafistas, depoimentos tocantes em frente às câmeras. Além das falas de gente comum e de algumas personalidades como o empresário Bill Gates e o ex-presidente uruguaio José Mujica, também são exibidas imagens do nosso planeta acompanhadas de uma tocante trilha sonora. São quase três horas de duração, mas vale a pena. Ao despertar emoções tão opostas quanto tristeza e alegria, o filme tem um potencial transformador para quem assiste e compartilha de toda essa diversidade humana.

Professor Polvo (2020)

Direção: Pippa Ehrlich e James Reed

Cartaz do documentário Professor Polvo (2020)

Produção da Netflix, esse documentário narra a história do cineasta sul-africano Craig Foster. Depois de um esgotamento vivido pelo excesso de trabalho, ele resolve se reconectar com a natureza através do mergulho nas frias águas de uma floresta subaquática. É quando conhece uma jovem polvo fêmea, que passa a visitar diariamente. Essa nova e inesperada amizade mexe com as emoções de Foster e o ensina mais do que ele poderia imaginar sobre a vida. Repleto de poesia e afeto, o filme mostra o potencial que temos de resgatar nossa ligação com a natureza fora e dentro de nós. Ao aproximar-se da polva, o cineasta reconhece a inteligência e a sensibilidade desse animal. E, assim, retoma também a sua capacidade de amar e de se reconectar com sua profissão e sua família.

David Attenborough e Nosso Planeta (2020)

Direção: Alastair Fothergill, Jonathan Hughes, Keith Scholey

Cartaz do documentário David Attenborough e Nosso Planeta (2020)

O ambientalista britânico David Attenborough nos convida a conhecer a sua trajetória profissional, registrando a vida selvagem pelo mundo afora para a TV desde os anos 50, ao mesmo tempo em que apresenta a evolução do nosso planeta.  Aumento populacional, desmatamento, perda de biodiversidade, mudança climática e um estilo de vida insustentável são alguns dos temas percorridos por essa produção da Netflix. Mas o filme não se contenta apenas em anunciar o apocalipse que se aproxima. Aos 94 anos, Attenborough é categórico ao dizer que continua lutando pela vida na Terra porque ainda existe solução para gerações futuras e manda seu recado: “Precisamos aprender a trabalhar com a natureza e não contra ela”. Apresentando alternativas viáveis, Attenborough deixa claro que basta vontade política para evitar um fim desastroso para a espécie humana.

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