Como Brancos Podem Ajudar na Luta Antirracista?

Não basta não ser racista; é preciso se comprometer com a luta antirracista e escutar as vozes do movimento. Aqui, compartilhamos alguns passos para que brancos reconheçam esse dever
8 minutos de leitura

Não podemos nos calar frente à ignorância, a violência e ao preconceito. E, além de nos posicionar, o que podemos fazer na luta antirracista?

Acreditamos que do despertar da consciência que se inicia qualquer processo de transformação. Afinal, o propósito do YAM é a educação. É o que dizemos no passo a passo que você acompanha abaixo. Mas o mais importante, principalmente para pessoas brancas (e incluímos o time de YAM aqui) é ouvir, ler e se informar com as lideranças negras. É a voz dessas pessoas, protagonistas dessa causa, que devem nos guiar.

Por isso, deixamos aqui uma lista de pessoas que admiramos. Figuras corajosas, importantes e que são, cada uma à sua maneira, lideranças do movimento negro. É com elas que a todo momento aprendemos a caminhar para o mundo que queremos construir. Por favor, colabore conosco com referências que ampliem essas vozes.

1. Não negue o racismo

Temos uma longa história de preconceito racial. Não é porque (algumas) leis se atualizaram, que o racismo desapareceu da nossa dinâmica social. Ele mudou de formas de expressão, mas continuam de modo implícito em “piadas”, comentários, reações, e de modo explícito na discriminação e violência.

2. Aprenda sobre racismo e a luta antirracista

Eduque-se. Sabemos que toda transformação começa por conhecimento. Leia livros, assista a filmes, participe de conversas sobre o racismo. Busque saber. Essa responsabilidade é sua.

3. Vá à fonte

A busca por saber deve começar com quem é protagonista. Leia escritores negros. Ouça e assista a produção de artistas negros. Escute o que as vozes do movimento tem a dizer.

4. Escute pessoas negras

Quem é branco nunca saberá o que passa alguém negro. Por isso devemos escutar. Escute a experiência de vida das pessoas negras que você conhece. Esteja aberto ao que você vai ouvir, mas não finja entender.

5. Não se isente e compartilhe

Não é possível mudar a opinião de quem não está aberto à mudança, mas não por isso devemos ficar isentos do racismo que vemos e ouvimos. Diga que a piada não foi engraçada ou que o comentário foi racista. E para quem estiver mais aberto compartilhe informações sobre a história do racismo.

6. Apoie e eleja

Apoie instituições e movimentos negros — com doações e outros recursos. E eleja representantes negros para cargos públicos.

7. Esteja à disposição

Como mais você pode ajudar? Pergunte a lideranças negras. As pessoas que estão dentro do movimento vão lhe dizer o que e como você pode ajudá-las. Não presuma saber.

8. Exija posicionamento

Ninguém pode ficar em cima do muro. Exija posicionamento de quem você conhece, assim como das marcas que você apoia.

9. A luta antirracista é para a vida toda

O movimento antirracista não é um projeto pontual. Não se constroi com postagens apenas. É uma ação contínua, para a vida toda.


Vozes necessárias na luta antirracista

A seguir, compartilhamos algumas das muitas vozes que nos convocam a olhar para o mundo com mais consciência, reconhecendo o racismo e combatendo-o

@uendelns
Del Nunes é soteropolitano, poeta e artista visual. Faz releituras de obras artísticas em exercícios de colagem, evidenciando retratos negros em meio à cenários periféricos. Usa do recurso poético para dar voz às suas imagens, que traduzem firmeza e sensibilidade.

@oyurimarcal
Yuri Marçal é humorista e ficou conhecido por retratar figuras do imaginário popular com humor ácido e no caminho inverso dos críticos do politicamente correto. O carioca conta com a ginga de quem uma carrega bagagem extensa de anedotas e usa do humor para apontar as variadas faces do racismo.

@gentepreta
O blog registra informações atuais e atemporais expondo casos explícitos de racismo, confrontando o racismo estrutural e explorando a rede como espaço de conhecimento e luta pela causa.

@liavainer
Lia Vainer Schucman é doutora pelo Instituto de Psicologia da USP, escritora e diretora. Sua conta no Instagram é uma extensão da base teórica que Lia vêm propagando há anos. As discussões e debates levantados na página abordam o racismo estrutural e como as pessoas brancas podem desnaturalizar o olhar sobre o racismo e suas consequências.

@djamilaribeiro1
Djamila Ribeiro é filósofa, escritora, feminista negra e acadêmica brasileira. Seu Instagram transcende seu conhecimento e se firma como espaço de debates e reflexões acerca do feminismo negro e da pauta anti-racista. Ainda vale destacar as inúmeras dicas culturais como base de aprendizagem indicadas pela autora. 

@bruno_capao
Bruno Horácio é empreendedor social e criador da NAVE (Núcleo Acolhimento e Valorização da Educação). Em seu Instagram, divide com o público suas atividades sociais diárias, promovendo a mudança e educação acessível a todos. 

@samuelemiliosp
Samuel Emílio Melo é colunista do jornal Folha de São Paulo, co-fundador do Movimento Acredito e dissemina em seu Instagram informações, debates sobre a economia e política brasileira, além de explorar em vídeos, conhecimento sobre racismo e políticas públicas. 

@savagefiction
Ale Santos é escritor e colunista da Vice Brasil e em seu Instagram traz informações em formatos diversos, abordando o racismo estrutural, histórico do racismo, crises sociais e como os temas se relacionam entre si. Um perfil para se aprender diariamente.

@frednicacio
Fred Nicácio é médico dermatologista e explora sua rede para trazer entre as pautas, representatividade para o povo negro, afroconsciência e como o histórico racista evoluiu com o tempo em suas consequências.

@taliriapetrone
Talíria Petrone é professora de História, feminista negra e Deputada Federal pelo PSOL no Rio de Janeiro. Em seu Instagram relata história de crianças negras assassinadas em meio aos posts ativistas pela pauta anti racista e ações defendidas pela deputada. 

@aniellefranco
Anielle Franco é escritora, palestrante, diretora do Instituto Marielle Franco e irmã da deputada assassinada em 2018. À frente do Instituto, seu perfil é um espaço para conhecer não somente as ações promovidas por Anielle, mas também para entender as consequências do racismo estrutural.

@joiceberth
Joice Berth é arquiteta, urbanista, escritora e colunista da revista Elle Brasil. Em seu perfil expõe diálogos abertos sobre racismo, aprofunda o tema em seus textos e alinha informações à cultura propondo em sua rede um espaço de conhecimento da causa através da educação. 

@gabidepretas
Gabi Oliveira é comunicadora social, youtuber e ativista. Em seu perfil no Instagram, mescla seu cotidiano com conteúdos pautando o racismo, estruturas políticas e causas sociais. Abre espaço para debates sobre os temas também eu seu Podcast Afetos.

@pretararaoficial
Preta Rara é rapper, historiadora e escritora. Em seu Instagram, divide seu cotidiano, seu trabalho como musicista e abre o espaço para reflexões sobre o racismo e a luta antirracista. Sua fala vai direto ao ponto, de maneira simples ao mesmo tempo que carrega toda a potência de Preta.

@sitemundonegro
Mundo Negro é um site de notícias que abordam temas, ações e acontecimentos relacionados ao racismo estrutural no Brasil e no mundo. Para além das notícias, divulga debates relacionados ao racismo na cultura, na sociedade e no cotidiano comum.

@falandoderacismo
A página no Instagram foi criada como espaço de militância negra e reeducação racial. O conteúdo usa de linguagem simples para aprofundar os temas relacionados ao racismo, explicando de maneira didática a pauta e educando socialmente.

@emicida
Leandro, ou Emicida é rapper, cantor e compositor brasileiro, criador da marca Lab Fantasma e apresentador do programa “Papo de Segunda” no canal GNT. Seu trabalho é amplamente divulgado em seu Instagram, bem como seu atual projeto de vídeos #AmarEloPrisma criado para discutir ideias, escolhas e movimentos para convivermos melhor em sociedade e com o mundo. 


Se quiser, deixe você também nos comentários do nosso post no Instagram, outros perfis que possamos conhecer e com eles aprender. A luta antirracista é um compromisso permanente. ▲

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