Repense Seus Hábitos com 7 Rs da Sustentabilidade

Um passo a passo para mudar sua rotina, reduzir o consumo e evitar o desperdício
7 minutos de leitura
19.07.2022

Repensar e transformar nossos hábitos é o caminho mais imediato para, de maneira individual e coletiva, impactar o planeta de forma positiva. Afinal, o consumo desenfreado e o descarte incorreto dos resíduos já nos mostraram que este é um caminho apenas de degradação ambiental e social.

O conceito dos Rs da Sustentabilidade surgiu para inspirar e orientar pessoas em suas escolhas, de maneira prática e simplificada. Ele surgiu em 1992, na Conferência da Terra, no Rio de Janeiro. À época, eram apenas 3R’s: Reduzir, Reutilizar e Reciclar. Depois, foram incluídos os conceitos de Reaproveitar e o Repensar, quando foi rebatizado de política dos 5R’s.

Em 2012, na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio +20), mais 2 conceitos entraram para a lista. A ideia é que cada um possa olhar sua rotina e seus hábitos e, pouco a pouco, colocar em prática o que cada um dos Rs nos propõem como caminho.

Quer saber mais sobre resíduos, consumo consciente e descarte adequado daquilo que você não usa mais, além de conhecer iniciativas que estão gerando impacto positivo? Cadastre-se na nossa newsletter e receba nossa curadoria de conteúdo exclusiva. 😉

1. Reduza

Respire, reflita, repense. Essas palavras que também começam com R podem ser extremamente úteis para diminuir o consumo de produtos inúteis. Sabe aquele objeto que fez seu coração acelerar ao passar em frente à vitrine do shopping? Respire fundo, mantenha a calma e vá pensar em casa. Se, ao acordar no dia seguinte, ainda o desejar, pense se vale a pena ou não retornar (outra palavrinha começada com R). Na maior parte das vezes você vai perceber que não precisa do item – economizando dinheiro e dizendo não ao consumo desenfreado. 

E você também pode economizar em casa diminuindo o consumo de água e de luz: reutilizando a água que sobrou do último enxágue da máquina para lavar o quintal, reduzindo em cinco minutos o tempo de banho, trocando lâmpadas incandescentes por fluorescentes etc. Outra medida valiosa é diminuir o uso de produtos de higiene e limpeza convencionais, assim você reduz o nível de poluentes presentes na água e no tratamento do esgoto. 

2. Repense

Saia do automático e procure alternativas sustentáveis para aquelas ações cotidianas que se tornaram hábitos pela mera repetição. Para ilustrar a sugestão, pense no transporte. Será que usar o carro é sempre a melhor alternativa? E se você fosse a pé? Ou de bicicleta, transporte coletivo ou compartilhado? Que tal comprar mais perto de casa, praticar a carona solidária com sua família, amigos, colegas de trabalho etc?

3. Responsabilize-se

Antes de abrir a carteira, faça algumas perguntas – além da já citada ‘será que preciso mesmo disso?’ Descubra como foram fabricados, plantados e transportados os produtos que você consome, se envolveram desmatamento, trabalho injusto (para não dizer escravo) e outras práticas que você certamente não quer sustentar com o seu próprio dinheiro. Faça a sua parte, também, ao planejar bem as suas compras para que não haja desperdício de alimentos. Mas não mude apenas o seu comportamento: exija de quem fabrica o que você compra que adote boas práticas, fabrique produtos com baixo consumo de energia e maior prazo de duração. Isso sim é um belo investimento!

4. Respeite

Entenda e procure o que são os selos de certificação na embalagem dos produtos que você consome. (Baixe aqui o nosso Guia De Olho no Rótulo e aprenda o que cada selo comunica). Mas preste atenção para distinguir entre uma certificação conferida por um organismo independente e os selos auto declaratórios, aqueles realizados pelos próprios fabricantes.

5. Recuse

Saber dizer não é uma arte que pode ajudar a salvar o mundo. Não aceite embalagens demais, peça para pesar produtos a granel sem envolvê-los em um saco plástico desnecessário, dispense embalagens inúteis. Ao fazer isso com delicadeza e um sorriso nos lábios, você não ofende, mas aproveita a oportunidade para fazer as pessoas refletirem. Também pode pressionar as empresas a escolher uma forma mais sustentável de embalagem, em vez de exagerar nos invólucros.

6. Reaproveite

Existem mil maneiras de reutilizar em vez de descartar. Trocar é uma delas. Afinal, o que é lixo para você pode ser um verdadeiro luxo para outra pessoa. Os bazares de troca são uma grande oportunidade de repensar e descobrir novos usos para o que não serve mais ou não tem mais utilidade. Brinquedos que os filhos de uns não usam mais podem ser o atual objeto de desejo dos filhos de outros. O mesmo se aplica a roupas, ferramentas, livros etc. Todos economizam, todos se divertem. No lar, o reúso de água pode se dar por meio de cisternas e servir para diversas finalidades, como irrigar as plantas. E assim por diante, sempre pensando no que sobrou como algo a ser utilizado e não como lixo.

7.  Recicle

O último R é, muitas vezes, visto como a única ação concreta para diminuir o lixo doméstico. Seu lugar, entretanto, é exatamente no final da fila de Rs. Como vimos, apenas 3% do lixo reciclável é, na prática, reciclado. Existem soluções miraculosas envolvendo a palavra “reciclável” que nada mais fazem do que aumentar o volume de resíduos produzidos. Uma delas é a cápsula de café reciclável – em uma última análise, gera imensamente mais lixo do que o tradicional e delicioso café coado. Em vez de gastar com uma máquina e infinidade de cápsulas, que tal retornar ao antigo coador de pano, lavável e reutilizável?

Outro fator que torna o ato de reciclar menos atraente do que parece é a falta de educação ambiental. Descartar potes sujos inviabiliza a reciclagem, mas imensa parcela da população não sabe disso. Um copo de iogurte ou requeijão, em dois dias, é um pote cheio de mofo. Mesmo assim, vale a pena separar os materiais, passar uma água para tirar os restos de alimento e fazer o descarte correto. Uma cadeia de trabalhadores vive disso, organizado em cooperativas e, ao fazê-lo, ampliamos o debate e aumentamos o volume de reciclagem com a nossa ação.

O passo inicial, então, é reduzir – mas, quando isso não acontece, os resíduos devem ser descartados da maneira correta. Essa abrange separar os materiais descartáveis do lixo orgânico; lavar os descartáveis para remover restos orgânicos; encaminhar para o local correto, seja coleta seletiva ou, quando não houver na cidade em que more, diretamente para uma cooperativa de catadores.

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